Terça-feira, Agosto 11, 2009

Mustafa - o pai dos turcos



Mutafa Kemal Atatürk é uma das figuras mais extraordinárias do século xx europeu que, na maior parte das vezes, não vê o seu labor reconhecido fora do seu país natal; no ocidente por ser muçulmano, no próximo oriente por ter cometido medidas que desligavam o seu país das tradições que ainda hoje os outros mantêm.
Atatürk (nome atribuído pelo senado turco já no decurso da sua vida, e que significa pai dos turcos), tomou medidas extremamente progressistas para o mundo em meados do século XX, tornando a Turquia num dos primeiros países a dar o direito de voto as mulheres, para além de outras menos estranhas para nós como a introdução do alfabeto latino, fim da poligamia e governo laico, mas mais raras em países que professam a religião muçulmana.
O militar nascido em Salónica é o equilíbrio da Turquia – talvez por isso o seu mausoléu e figura são fundamentais para a nação turca – que a torna, de mansinho, similar a nós (Europa mediterrânica), não só pelas evidências arqueológicas de povos que por lá e por cá passaram: fenícios, gregos, romanos, judeus, árabes, cristãos, mas também pela cultura e tradição das pequenas aldeias, das feições das gentes, das suas vestes que Atatürk sobe aproximar ao conceito de "desenvolvimento económico" que também nós, mais cedo é verdade, importámos do Norte da Europa.
A Turquia é um país de Futuro, com muitos jovens, em grande desenvolvido e que a meu ver não está assim tão distante da Europa. É óbvio que mantêm algumas questões estranhas para nós como os lenços das mulheres e a sua ausência de muitos cargos, não obstante, à que entender que também nós há bem pouco tempo tínhamos mulheres com a cabeça tapada nas igrejas*, também devemos compreender que as famílias na Turquia são muito numerosas e as mulheres têm pouco tempo para se dedicar ao trabalho fora de casa, contudo, apresentam outras qualidades que cada vez mais se perdem na Europa, como a gentileza, a importância da família e uma amizade próxima.
Eu que não sou para nada um defensor da união europeia, não compreendo ainda como esta ainda não aceitou a Turquia, já que, segundo os seus estatutos, não tem uma religião base que a defina, no entanto parece ser esta a razão… Sugiro a seguinte experiência: entrevistar pessoas em aldeias da Itália, Grécia, Espanha e Portugal com mais de 50 anos, façam o mesmo com pessoas das mesmas condições da Turquia vão ver que as semelhanças são muito maiores do que o seriam com pessoas da Inglaterra, Alemanha, Holanda e Suécia (por exemplo).
A minha viajem à Turquia tornou-me fã de Atatürk e da sua biografia, bem como um da Turquia o país que criou das cinzas do império Otomano, um país distante mas próximo e onde se encontram as raízes da nossa matriz mediterrânica.

*Enquanto que nós vamos uma vez à missa eles tem de ir cinco vezes, razão pela qual quase não merece a pena tirar o lenço é um hábito que custa a perder-se, embora na televisão e nos cargos públicos não se use.

Quarta-feira, Abril 01, 2009

El idolo - Adanowsky



Adivinhem de quem é filho este tipo...

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

Documentário - Estádio Nacional Chile 73


Numa altura em que se põe em causa o número de detidos desaparecidos convém recordar
En una altura en que se pone en causa el número de detenidos desaparecidos debemos recordar

Sexta-feira, Dezembro 26, 2008

Nova Revista Online de História, Patrimonio e Arqueologia www.revistasapiens.org

Editorial:
O projecto que agora encetamos, e que tem o seu arranque com este número zero, tem como objectivo fundamental responder à dificuldade que muitos dos investigadores no domínio da historiografia têm vindo a sentir quanto à divulgação do seu trabalho. Um trabalho que, apesar de meritório, por diversas razões queda por conhecer e vai ganhando teias, hoje já tecidas com os fios da electrónica... Quando não cede ao esquecimento, por iniciativa de alguns autores mais audaciosos e inconformados, vai ganhando vida em alguns blogs. Mas se ganha vida e forma nestes espaços muito especializados, digamos que se perde uma certa visão de conjunto, o conhecimento histórico surge fragmentado, (des)arrumado em prateleiras soltas, desagregadas, esparsas. Semestralmente, a estrutura editorial que pretendemos implementar contemplará uma série de artigos, dedicados, quando possível, a um determinado tema central. Este núcleo central será complementado com recensões críticas, comentários e notícias diversas. [...]

Ficha Técnica:
Título
Sapiens. História, Património e Arqueologia
ISSN
1647-1660
Director
Filipe Caldeira
Subdirector
Nelson Moreira Antão

Conselho Editorial
André Leitão, Alexandra Campos, Cátia Marques, Daniel Nunes, Filipe Caldeira,
Gonçalo Amaro, Nelson Antão, Sílvia Correia
Conselho Científico
Prof. Doutor António Camões Gouveia - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa Prof. Doutor Fernando Martins - Universidade de Évora
Prof. Doutor Francisco Caramelo - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa Prof.ª Doutora Isabel Cristina dos Guimarães Sá - Universidade do Minho
Prof. Doutor Luís Filipe Thomaz - Universidade Católica
Prof.ª Doutora Maria de Lurdes Rosa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa Prof. Doutor Michael Kunst - Instituto Arqueológico Alemão
Prof. Doutor Moisés Silva Fernandes - Instituto de Ciências Sociais; Director do Instituto Confúcio Prof. Doutor Pedro Aires de Oliveira - Faculdade de Ciências Sociais - Universidade Nova de Lisboa Prof.ª Doutora Raquel Henriques da Silva - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa Prof.ª Doutora Rosa Varela Gomes - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
Gestor Web
Luís Lima

Índice do n.º 0:
Editorial (p. 4) [PDF]
Los "copos canelados" como marcadores territoriales - una propuesta de interpretación de la decoración (pp. 5-23) [PDF] Gonçalo Amaro
Breves reflexões sobre os tratados neo-assírios (ade) e a sua dimensão jurídica, política e ideológica (pp. 24-42) [PDF] Marcel Paiva Monte
As Deportações em Mari (pp. 43-50) [PDF]
Filipe Caldeira
Os Lemes - um percurso familiar de Bruges a Malaca (pp. 51-83) [PDF]
Margarida Ortigão Ramos Paes Leme
Henrique Galvão e o assalto ao Santa Maria. Percurso de uma dissidência do Estado Novo e suas repercussões internacionais (pp. 84-110) [PDF]
Nelson Moreira AntãoCélia Gonçalves Tavares
Recensões (pp. 111-115) [PDF]

Sábado, Outubro 11, 2008

Flashback na Catedral - um retrato sul americano de Vargas Llosa



Acabei de ler Conversación en la Catedral (Mário Vargas Llosa, 1969), procurando, baseado numa citação do Professor chileno José Bengoa - especialista em assuntos indígenas - alguma informação extra, contudo, mais do que uma leve introdução a este tema, apimentada pela liberdade que advém da escrita romanceada, acabei por um encontrar uma crónica e aguda descrição da sociedade sul-americana em general e do Peru em particular. Nas mais de 700 páginas presenteadas por Vargas Llosa podemos encontrara quase que um documentário televisivo misturados apimentados com alguns episódios de telenovela.
Utilizando como pano de fundo os anos da ditadura Odrísta no Peru, o escritor natural de Arequipa - a cidade branca - descreve os meandros da política naquele país o domínio das oligarquias as questões raciais, o excessivo conservadorismo da sociedade e os podres, que são sempre muitos, quando se usa uma fachada de perfeccionismo e integridade.
O centro do romance são os Zavala, uma família abastada de Miraflores (bairro limeño da alta sociedade peruana), branca e com influência no Regime. É desta linhagem que se nos revela a personagem principal da estória: Santiago Zavala, jovem inteligente e promissor - apelidado pela família de Supersábio - que acaba após uns tempos conturbados na faculdade e uma leve incursão na aposição comunista por deixar os estudos e envolver-se numa letárgica vida num modesto jornal de Lima, passando os fins de dias em cafés de mala muerte e bordeis tornando-se num "cholo" (expressão utilizada pelos brancos para definir os mestiços ou os índios que na cidade tratam de viver segundo o modo de vida dos brancos, os "cholos" representam 70 % da população peruana).
A estória é relatada através de uma conversa difusa e bebêda com várias interrupções e incursões em vários passados e intermediando-se com outras estórias. Situação intencional do autor visto que trata de descrever este largo fresco peruano baseado num reencontro entre o zambo (expressão peruana para negro o negro misturado com índio) Ambrosio - antigo motorita dos Zavala - e Santiago que numa bar dos subúrbios de Lima falam do passado em 3 horas de cervejas, fumo e ruído.
Conversación en la Catedral é um livro fundamental para a compreensão da cultura sul-americana, uma visão profunda e pensada, capaz de nos mostrar uma sociedade criolla, invisível aqueles que passam pela américa latina de rompante entre as praias e os monumentos dos incas, uma referência na literatura americana (mas por aí já não me aventuro em descrições).

Quinta-feira, Junho 05, 2008

Miguel Littin



Miguel Littin é conhecido internacional por ter sido protagonista de um romance de Gabriel Garcia Marquéz, La aventura de Miguel Littin clandestino en Chile, esse livro retrata um acontecimento verídico: a viagem de Miguel Littin ao Chile de Pinochet, disfarçado de um empresário uruguaio. Desta aventura temos de destacar a visita com, uma equipe de filmagens, ao palácio de La Moneda e uma entrevista ao líder da Frente Patriótica Manuel Rodriguez (curiosamente chamado José Miguel como o Carrera). O cineasta chileno de origem greco-palestiniana é também conhecido na geração dos nossos pais que viveram o 25 de Abril, sobretudo aqueles que estiveram envolvidos no processo, pelo filme La Tierra Prometida (1973). Não obstante o meu Miguel Littin é a que dirigiu o Chacal de Nahueltoro em 1969.

Domingo, Abril 20, 2008

Os sons de Atacama - Illapu


A música de Atacama é a música andina e a música andina, no Chile, é essencialmente Illapu. Este conjunto de Atofagasta - capital da III região do Chile, região de Atacama - foi durante muito tempo um grupo folclórico, motivo pelo qual aguentaram bastante tempo, sem problemas, no "consulado" de Pinochet; não obstante, a introdução de letras nas suas canções, essencialmete instrumentais, nos anos 80, levou-os ao exílio mexicano que duraria cerca de 5 anos - o seu regresso ocorreria com a amnistia das eleições livres de 88. D'este concerto de Viña del Mar destaca-se ainda a presença de Juan Flores actualmente nos Inti-Illimani (num dos Inti-Illimani, já que o conjunto se separou e agora actua dividido em dois, ambos com o mesmo nome), podemos vê-lo de rabo de cavalo com aquela zampoña enorme.

Quinta-feira, Abril 17, 2008

Memórias de Atacama


Atacama é um lugar actualmente inóspito e desolado, contudo este deserto foi, durante o período inca, um dos lugares mais ricos dos andes - devidos aos canais da distribuição de água que desciam dos lagos bolivianos para as ricas terras (hoje secas) do Chile. Estamos perante uma região cheia de arqueologia, misticismo, cultura e beleza natural. Atacama... um deserto no meio dos andes, obviamente um local que aconselho a visitar.

O Castelo dos incas.


Otrora no deserto havia um mar - el salar de Atacama (parque de los flamingos)


Uma aymara, mapuche... enfim uma chilenita.


Fiestas de índios


Paisagem.

Mais paisagem.


O planalto é dos lamas.

Um artista do deserto

Quarta-feira, Abril 09, 2008

Acordo ortográfico

NÃO
Lembro-me de me espantar, nos tempos os tempos em que vivi em Madrid, com a estreita relação que Espanha mantinha com os países de habla hispana. Pude verificar um florescimento do intercâmbio de ideias, de literatura e de música, não apenas num sentido único (tal como ocorre no nosso país, onde estamos sempre receptivos em relação às novidades do Brasil, enquanto que de Vera Cruz, nada é esperado de Portugal), mas sim num movimento recíproco.

Penso que da nossa parte tudo deve ser feito no sentido de incrementar no Brasil – mas também nos restantes pais da CPLP – um maior interesse pela nossa cultura e pela circulação de ideias, arte, literatura, etc., no nosso idioma comum. Não obstante, estou em crer que este acordo ortográfico não será a solução para esse incremento, pois no passado já se demonstrou infrutífero, ademais as cedências que teriam de ser feitas actualmente são demasiado gravosas para a língua. Efectivamente, entre a Espanha e os restantes países latino-americanos de mesma expressão existe um acordo, ou pelo menos, um respeito pelas normas da Academia que, apesar das expressões próprias de cada país, permite que todos sigam uma regra comum. Mas não se tentou já anteriormente tal processo para a língua portuguesa? 1911 – Falhou. 1931 – Falhou. 1945-46 – Falhou.

Observa-se por parte do Brasil ao facilitismo tal que descaracteriza a nossa expressão nativa e inclusivamente a nossa essência. Um dos nossos motivos de orgulho (um dos poucos que nos restam) é efectivamente o português, a sua complexidade vocal e gramatical que nos permite reproduzir, com uma facilidade fora do comum, outros idiomas e que faz invejas dos nossos parceiros latinos. Ora, no Brasil ocorre precisamente o oposto, de tal modo que, nos países do Cone Sul, existem piadas acerca da dificuldade que os brasileiros têm para com os idiomas, tal como nós o fazemos em relação aos espanhóis. Não sei até que ponto existe uma relação entre a simplificação do português operada no Brasil e a falta de desenvoltura na expressão de idiomas estrangeiros – deixo esta questão para os linguistas. No entanto, sinto que, no âmbito pessoal, o facto de ter aprendido, lido e falado o português de Portugal contribuiu para que, como maior facilidade, me pudesse expressar por via oral e escrita em mais três idiomas.

O Brasil como Moçambique, Angola, G. Bissau, Cabo Verde, S. Tomé e Timor, têm todo o direito de “inventar” a sua forma de falar o português. Portugal não pode impedir esse processo, pode apenas influenciar através do seu sotaque, expressões e literatura, do mesmo modo que jamais deverá ceder a pressões por parte desses países – ao fim ao cabo foi aqui que nasceu o português que diabo!

Segunda-feira, Abril 07, 2008

Descubra as diferenças


Traz outro amigo também - Zeca Afonso
Vamos por ancho camino - Víctor Jara

Sexta-feira, Abril 04, 2008

Homenagem a Victor Jara


Já que estamos numa de recordações e homenagens, não me poderia olvidar de Victor Jara, cujas músicas me trazem igualmete recordações e imagens de outros tempos.
Coloco assim esta versão interpretada por Juanita Parra (bateria, neta da conhecida Violeta Parra, más uma da peña Parra que seguiu carreira artística); Roberto Marquez (guitarra e voz, vocalista do conjunto Illapu (trovão), conjunto que quando surgiu apenas se dedicava a música andina de fortes influências aymaras - etnia dominante no grupo de Antofagasta) e por fim Alváro Hernriquez (guitarra folk dos Tres, grupo de pop rock de grande sucesso nos loucos anos 90 do Chile pós Pinochet.

Segunda-feira, Março 31, 2008

Generación Pink Floyd


Pink Floyd em Pompeia, em memória da "casa verde" de Torres Vedras - a antiga Associação Leonel Trindade.

Sexta-feira, Março 14, 2008

Mapu e Terra as duas partes do conflito mapuche



Relato imparcial das duas partes do conflito. Atenção à parte final do documentario.

Segunda-feira, Março 03, 2008

Yo pregunto a los presentes si ya se han puesto a pensar...


“As trompetes de guerra soam na América do Sul”: a frase é de Fidel Castro analisando a tensão que se vive no Norte do sub-continente, fruto a violação da soberania territorial do Equador por parte da Colômbia para capturar o número dois das FARC. O presidente Chavéz aproveitou a situação para hostilizar ainda mais as suas azedas relações com o presidente Uribe, enviando tropas para fronteira e encerrando a sua embaixada na Colômbia, o Equador – país afectado – acabou por tomar as mesmas medidas com a resalva de que o fez após as delarações de Chávez. No resto da América Latina os vários países analisam as suas alianças. Lula da Silva convocou de urgência os presidentes do Chile e Argentina para que as três grandes economias do sub-continente evitem o conflito.
De tudo isto, e ao contrário do que seria de esperar, a nova Grande Guerra poderá surgir na América do Sul: algo que já esteve para acontecer nos tensos anos de 1977 e 1981 com o conflito pela posse do canal Beagle entre a Argentina e o Chile, impedido pelas mediações do papa, mas que catapultou a invasão das Malvinas pela Argentina e a guerra com a Grã-Bretanha.
A crise do Equador pode assim agudizar problemas limítrofes mal resolvidos e, sobretudo, fazer ressurgir feridas antigas fruto dos conflitos bélicos que assolaram os países sul-americanos após a independência de Espanha e Portugal. O problema surge fundamentalmente na região andina onde o Peru e Bolívia actuariam sempre em oposição ao Chile devido à guerra do Pacífico, por contraponto ao lado do Chile colocar-se-iam o Equador por devido a conflitos passados com o Peru e o Paraguai por causa da guerra do Chaco com a Bolívia. A Venezuela e a Colômbia digladiam-se desde os tempos de Simón Bolivar responsabilizando-se mutuamente pela desagregação da Grande Colômbia (um país comum do qual também faziam parte o Equador). O Brasil é sem dúvida o país como menos problemas – provavelmente devido às suas dimensões – resolveu relativamente bem os conflitos que teve com o Paraguai e com a Bolívia e mantém alguma cordialidade com o Uruguai (o país desejado província brasileira dos tempos do Império). A Argentina, por outro lado, aparece como o país mais isolado, devido à forma astuta e pouco diplomática que teve nas guerras na América do Sul, participando em quase todas, mas sempre com intervenção militar reduzida (excepto no conflito das Malvinas), logrando com isso aumentar – fruto de ocupações na Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai – cerca de 35 % do seu território. Por fim o Uruguai acaba por actuar como satélite da Argentina, isto é alinhando sempre com estes.
Não obstante, e para terminar não se deve esquecer os estados Unidos da América e sua forte relação “diplomática” com esses países, a sua intervenção é determinante, bem como, apesar de em menor grau, o do México que mantém um papel histórico e emblemático sobre a América de língua hispana.

Domingo, Fevereiro 17, 2008

Dar a volta ao passado

A verdadeira revolução talvez esteja ligada ao simples movimento introspectivo de retorno aos primórdios, não um retorno genuíno, mas sim fundamentado no presente, no passado e nas experiências que estes nos transmitem. A literatura é fundamental e a coerência de principíos também, a simplicidade torna-se essencial. A busca da perfeição e do romântico advém de Byron um ocidental, contudo, por vezes a orientação acaba por ser quase oriental: a maturação do ego de Siddharta (também de mão ocidental). Não se trata de uma mengagem política ou religiosa mas sim a noção que nos trasmite o romance de Jon Krakauer, Into the wild (1996), passado agora ao cinema por Sean Penn. Mais que tudo deve-se reter a forma como é encarrada a relação com a natureza, longe estão os tempos da relação tipo movimento hippie (em que esta é um pretexto para a "libertinagem", esta agora é pensada, ordenada e respeitada - veremos como interagem os jovens com esta nova descrição (nova na medida em que agora surge mais generalizada). Filosofias à parte recomendo o filme.

Quinta-feira, Dezembro 27, 2007

Mito da criação mapuche

Terça-feira, Novembro 27, 2007

Borges - mais um filho perdido da diáspora lusa


O escritor argentino Jorge Luís Borges Azevedo é um exemplo da diluição paulatina de uma genialidade portuguesa, que vai sendo absorvida pelo mundo e deixa um país sem talento. A diáspora portuguesa dos descobrimentos, surgida numa época em que começavam a existir maneiras de adquirir prosperidade e sem saber sem ser pelo simples facto de ser nobre, acabou por actuar de forma Darwinesca no nosso país, isto é abriu as portas para uma selecção natural, selecção essa que acabou sempre por prejudicar o actual território continental europeu.
Por todo o mundo extra europeu por onde circulou o luso acabou por se fixar, triunfar e inexoravelmente misturar-se, olvidando assim a sua origem portuguesa. No pequeno rectângulo ficavam os mais subservientes e os temerosos, dominados por uma nobreza decadente com medo da evolução e da perda dos seus poderes. Depois veio a contemporaneidade e as classes finalmente terminaram, contudo e mesmo depois da integração europeia e a facilidade de circulação entre classes, os vícios permanecem e mantêm-se ainda uma grande diferença entre aquele que tem o poder e o subalterno, o trato, a deferência o Sr. Dr. Este processo torna-se ainda mais escandaloso quando ocorre nos meios universitários e de investigação, não se dão conta essas pessoas que com isso apenas se estão a considerar medíocres e classicistas – com pensamento equiparado a camponeses medievais e nobres decadentes de oitocentos.
Este Portugal que afecta os de dentro mas que passa a mensagem lá fora torna-se aborrecido e com vontade de ser esquecido, assim o fazem, não apenas os brasileiros, mas também outras famílias lusas espalhadas pelo mundo. Em terras de Magalhães fizeram-no a família Silva no Chile e a Carvallo (castelhanismo de Carvalho, árvore que no idioma de Cervantes teria o pomposo nome de Roble) na Argentina, cuja importância e riqueza só pode ser fruto de uma genética espanhola, vá lá basca, pela estranheza do nome.
Borges representa essa diáspora na perfeição é filho de mãe uruguaia de origem portuguesa, que tornando-se numa mulher abastada mudou o seu nome de Azevedo para Acevedo de modo a integrar-se melhor na alta sociedade rioplatense (eixo Montevideu-Buenos Aires-Rosário). Borges sempre assumiu a sua leve ascendência portuguesa que em parte contribuiu ainda mais para justificara a sua essência que para ela foi sempre europeia, pelo facto de ter passado muito tempo no centro do velho continente e também por ter apreendido a ler como primeiro idioma o inglês da sua avó e não o castelhano da sua Buenos Aires Natal. Contudo, e já no final da sua vida Borges voltou a ter uma surpresa lusa, e descobriu que, ao contrário do que sempre afirma sobre a banalidade espanhola do seu apelido este de facto tinha origem portuguesa, sendo o seu bisavô paterno proveniente de Torre de Moncorvo.
Resta assim, para consolo dos medíocres intelectuais lusos, o facto de Borges – provavelmente o melhor escritor ibero-americano do século XX – ter uma ascendência portuguesa, sublinho tanto do lado materno como paterno: o que torna mais importante a coisa.

Quinta-feira, Novembro 22, 2007

Malta con huevo


Continuamos com a nossa "missão" de difundir o cinema sul-americano, bem, e neste caso particular, ajudando a divulgação das produções do nosso caro amigo Alberto Fuguet. Consequentemente apresentamos um video onde é lida a sinopse do filme por Nicolás Saavedra (actor), observado por vários companheiros de trabalho e da realização do filme (destacamos Aberto Fuguet, o productor - à esquerda do orador - e Cristóbal Valderrama, o realizador - à direita).

Ficha técnica:
Título: Malta con Huevo
Formato de Registro: HD
Formato de Exhibición: 35mm / Color
Género: Comedia
Duración: 90 minutos
Dirección: Cristóbal Valderrama
Guión: Cristóbal Valderrama y Carlos Labbé
Producción ejecutiva: Alberto Fuguet y Sebastián Varela
Producción general: Margarita Ortega
Dirección de fotografía: Jorge González
Dirección de arte: Constanza Meza-Lopehandía
Montaje: Teresa Viera-Gallo
Sonido: Boris Herrera
Asistencia de dirección: René Martín
Canciones: La Floripondio / Chico Trujillo
Música: Cristián Schmidt
Elenco principal: Diego Muñoz (Vladimir)
Nicolás Saavedra (Jorge)
Javiera Díaz de Valdés (Rocío)
Manuela Martelli (Fedora)
Página web: http://www.maltaconhuevo.cl/

Quinta-feira, Outubro 25, 2007

Comentário de espectador à 3ª mostra de cinema e video indígena de Santiago



É com algumas reticências que decidi escrever este comentário sobre a 3ª MUESTRA DE CINE + VIDEO DE PUEBLOS INDÍGENAS[1], que se realizou de 2o de Junho a 1 de Julho na cidade de Santiago do Chile, com sessões repetidas no Museo Chileno de Arte Precolombino e a Universidade Católica de Santiago.
Esta muestra, foi sem dúvida bastante interessante, sobretudo devido aos ricos debates que se realizavam a seguir aos filmes. Infelizmente devido ao meu trabalho de guia no museu referido, tive de escolher apenas alguns filmes e vídeos, já que alguns coincidiam com o meu horário, de uma forma geral e tendo em conta as sessões repetidas acabei por fazer uma selecção que abarcava à América do Sul (área amazónica e área andina) América Central e América do Norte.
A modo de resumo, denota-se uma grande diferença entre os filmes da parte Norte do continente e da parte Sul. Nos filmes dos Estados Unidos pode verificar-se um tom claramente agressivo e apresentando Trudell (que nem sequer é indio) como o grande defensor mediático das tradições nativas norte-americanas, sem embargo, para quem vê Heather Rae e A thousand ways, transparece a ideia de que o movimento indígena se resume a um grupo de hippies coadjuvados por uma minoria de índios.
Pelo contrário em países como o México, Bolívia e Peru, existe uma imensa variedade de escolha; encontrando-se filmes realizados sobre indígenas, filmes realizados por indígenas sobre o “mundo ocidental” e filmes realizados por indígenas sobre outros indígenas, demonstrando uma imensa vitalidade. Transparecendo uma certa vontade de adaptação ao mundo global como modo de sobrevivência e preservação das raízes.
Porém, não pude discernir até que ponto alguns destes filmes estariam interligados com certas facções políticas e de facto transmitiam a verdadeira essência da realidade vivida. Efectivamente só com o programa dedicado ao Chile pude observar à confrontação entre realizadores, indígenas, investigadores e espectadores.
Sempre com o meu ar calado mas atento pude assistir nos bastidores algumas conversas de investigadores – que para um europeu seriam um tanto ao quanto graves – escutei assim algumas expressões do género:
- «(…) pois nós aqui ao contrário da Argentina e Uruguay ainda temos índios (…)»;
- «(…) o Uruguay é claramente um país artificial uma transplantação da Europa mas em estado degradado (…)».
Chocou-me também a total incompetência dos antropólogos visuais criollos[2] presentes, incapazes de explicar porque a comunidade indígena chilena não era tão activa como nos vizinhos Peru e Bolívia. Pela positiva surpreenderam-me alguns dos realizadores e activista indígenas presentes, da comunidade mapuche e da confederação de comunidades indígenas do norte do Chile). Explicando o que os antropólogos não souberam explicar e apesar da ausência de formação, demonstraram um enorme esforço, de divulgação realização de vídeos, programas de rádios em idiomas nativos e criação de páginas na internet. Infelizmente, pude constatar que a via de preservação destes povos – idioma, raça e alguns aspectos culturais – implica uma necessária inclusão no sistema global, caminhando assim para o desaparecimento gradual dos valores familiares, comunitários e da estreita relação com a natureza.

Em anexo podem ver o programa da mostra de cinema e video, acaba, neste caso, por funcionar, para quem esteja interessado, como arquivo bibliográfico dos recentes trabalhos de cinema e video de povos nativos americanos.
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ANEXO
PROGRAMA 1: MÉXICO (61 minutos)
La cumbre sagrada (Mariano Estrada, México, 2003) - 27 min, español, DVDDulce convivencia (Filoteo Gómez, México, 2004) - 18 min, español, DVDHombres y mujeres Ikoots (Guillermo Monteforte, México, 2004) - 13 min, español, DVDEl mar es de todos (Colectivo Ojos Diversos, México) - 3 min, español, DVD
UC: miércoles 20 de junio y martes 26 de junio (19.00 horas)
Cineteca: sábado 23 junio (17.00 horas) y sábado 30 junio (19.30 horas)
Museo Precolombino: viernes 29 de junio (12.30 horas)
PROGRAMA 2: BRASIL(120 minutos)
Mi primer Contacto ( Mari Correa and Kunare Txilkao y Video nas aldeias, Brasil)– 56 min., lenguas amazónicas, subt. al español 56 min.Taina-Kan, la Gran Estrella ( Adriana Figueiredo y Kino producciones Art., Brasil)- 16 min., portugués, subt. al español 16Iauaretê: Cascada del Jaguar (Vincent Careli y Video nas aldeias, Brasil)– 48 min., portugués, subt. español
UC: jueves 21 de junio y miércoles 27 de junio
Cineteca: domingo 24 junio (17.00 horas) y domingo 1 julio (19.30 horas)
Museo Precolombino: viernes 22 de junio (12.30 horas)
PROGRAMA 3: PERÚ (101 minutos)
Buscando el azul (Fernando Valdivia, Perú, 2003) - 45 min , español, DVDLima ¡Was! (Alejandro Rossi, Perú, 2004) - 56 min, español y huanta, DVD
UC: viernes 22 de junio y jueves 28 de junio (19.00 horas)
Cineteca: martes 19 de junio (17.00 horas) y martes 26 junio (19.30 horas)
Museo Precolombino: jueves 21 de junio (12.30 horas)
PROGRAMA 4: COLOMBIA y BOLIVIA (73 minutos)
Pa' poder que nos den tierra (Mauricio Acosta, Colombia, 2005) - 22 min., español, DVDUratarimanta: Esto es Democracia para Nosotros (César Galindo, Bolivia, 2005) - 51 min., español y quechua, formatoDVD
UC: sábado 23 de junio y viernes 29 de junio (19.00 horas)
Cineteca: miércoles 20 de junio (17.00 horas) y miércoles 27 de junio (19.30 horas)
Museo Precolombino: martes 26 de junio (12.30 horas)
PROGRAMA 5: CHILE (53 minutos)
De la Tierra a la Pantalla (Juan Fco. Salazar, Chile-Australia, 2004) - 38 min, español, DVDNewen (Jennifer Aguilera, Chile, 2004)– (video clip) 4 min, español y mapudungun, DVDPopol Vuh: Mito de la creación Quiché Maya (Ana María Pavez, Chile, 2006)- 11 min, español, DVD
UC: domingo 24 de junio y sábado 30 de junio (19.00 horas)
Cineteca: jueves 21 de junio (17.00 horas) y jueves 28 de junio (19.30 horas)
Museo Precolombino: miércoles 27 de junio (12.30 horas)
PROGRAMA 6: CANADA - EEUU (128 minutos)
Medicine Walker (Caminante de la medicina) (Gregory Coyes -Metis, Canadá, 2004) – 48 min., inglés subt. españolTrudell (Heather Rae -Cherokee, EEUU, 2004) – 80 min., inglés subt.español, formato DVD
UC: lunes 25 de junio y domingo 1 de julio (19.00 horas)
Cineteca: viernes 22 de junio (17.00 horas) y viernes 29 de junio (19.30 horas)
Museo Precolombino: jueves 28 de junio (12.30 horas)
MESA REDONDA ANTROPOLOGIA VISUAL:
Videos indígenas hechos por indígenas en Chile ¿por qué tan escasos?
Museo Chileno de Arte Precolombino
Jueves 28 de junio (10 horas)
EXTRA en Cineteca Nacional
Exhibición especial “Visión 16” de la Cineteca Nacional
Nube de lluvia (Patricia Mora, 1990) 56 min., color, 16mm
PROGRAMA 7 CANADA – EE.UU. (53 minutos)
Stories of the 7th Fire ( Gregory Coyes y Tantoo Cardinal, Canadá ) 13 min, subt. Español, DVDA Thousand roads (Mil caminos) (Chris Eyre, EE.UU., 2005) – 40 min., inglés subt. español, DVD
Cineteca: domingo 24 de junio (15.00 horas)
PROGRAMA 8: MÉXICO (68 minutos)
Radio Chonul Pom, del corazón de los Altos de Chiapas (José Alfredo Jiménez, México, 2005)- 19 min, español-tzeltzal-tzotzil, DVDSantiago Xanica: seis años de lucha y resistencia (César Luis Díza y Leoncio Cruz, México, 2006) - 10 min, español y zapoteco, DVDLa tierra es nuestra esperanza: Resistencia al "Plan Puebla Panamá" (Violeta Chávez y Bertha Rodríguez, México, 2003) –30 min, español, VHSEl taller en Juchitán (Colectivo Ojos Diversos, México)- 9 min, español, DVD
Cineteca: domingo 1 de julio (15.00 horas)
Sala Cine UC
Centro de Extensión, Pontificia Universidad Católica de ChileAlameda 390, Santiago. Metro UCBoletería: 686 6507 / 686 6517Entrada única $ 1500Club Lectores El Mercurio; Grupo CineUC, Comunidad y ex alumnos UC 2 x 1Horario Único: lunes a domingos a las 19 horas
*ESTA PROGRAMACION TAMBIEN SE EXHIBIRA EN LA CINETECA NACIONAL Y EL MUSEO CHILENO DE ARTE PRECOLOMBINO.
Charlas
ACTIVIDADES COMPLEMENTARIAS Y GRATUITAS
MUESTRA CINE + VIDEO DE PUEBLOS INDÍGENASSelección del "Native American Film + Video Festival 2006”
Junio 2007.
Pontificia Universidad Católica – Cineteca Nacional – Museo Chileno de Arte Precolombino
Patrocinado por Smithsonian National Museum of the American Indian de Nueva York
Martes 26 de junio (20.00 horas)Centro de Extensión UC, Alameda 390CHARLA AMALIA CÓRDOVA, Encargada del Programa Latinoamericano Centro de Cine y Video Indígena del Smithsonian National Museum of the American IndianCine + Video ¿hay una mirada audiovisual indígena?- la opción estética-
Jueves 28 de junio (10.00 horas)Museo Chileno de Arte Precolombino (Bandera 361)MESA REDONDA ANTROPOLOGIA VISUAL:Videos hechos por indígenas en Chile ¿por qué tan escasos?
Viernes 29 de Junio (20.00 horas)Sala Cine UC (Centro de Extensión UC, Alameda 390)CONFERENCIA ELIZABETH WEATHERFORD, Directora y Fundadora del Centro de Cine y Video Indígena del Smithsonian National Museum of the American Indian25 años Cine + Video Indígena: una experiencia de gestión audiovisual
Sábado 30 de junio (11.00 horas)Cineteca Nacional de ChileENCUENTRO CON PROFESORES:Exhibición especial y taller con ELISITA BALBONTIN, Programa Latinoamericano Centro de Cine y Video IndígenaCine + Video Indígena: Formando nuevas generaciones – la opción educativa-
Reseñas
La Cumbre Sagrada/The Sacred Summit
Mariano Estrada (Tzeltal). 2003, 27 min. México. Producido por el Comité de Defensa de la Libertad Indígena Xinich. En tzeltal y español con subtítulos en inglés.
El director traza los conflictos sobre tierra y los derechos de los pueblos indígenas de Chiapas, buscando la inspiración, fuerza y sabiduría de sus antepasados en el camino hacia un futuro pacífico. Estreno nacional.
Dulce Convivencia
Filoteo Gómez (Mixe). 2004, 18 min. México. En Mixe con subtítulos en inglés.
El director documenta en la producción de panela (azúcar pura) en su pueblo natal en Oaxaca, otorgando una mirada a la fuerza y a las recompensas de tal estilo de vida. Estreno para Nueva York.
Hombres y Mujeres Ikoots
Guillermo Monteforte. 2004, 13 min. Mexico. Producido por Ojo de Agua Comunicación, Oaxaca, para Media Llum y la Secretaría de Educacíon Pública. En español e ikoots con subtítulos en inglés.
En la costa oaxaqueña, en el pueblo pescador Ikoots de San Mateo del Mar, hombres y mujeres se esmeran por encontrar un mejor balance entre ellos y el trabajo que hacen.
El Mar Es de Todos
Hugo Arellanes, Lukas Avendaño, Guadalupe Núñez, Amílcar Vicente-Meneses. 2006, 3 min. México. Producido por Ojo de Agua Comunicación, Oaxaca. En español con subtítulos en inglés.
Jóvenes indígenas realizadores de video captan la actividad de los pescadores en sus actividades de tejer redes y pescando en la playa de Juchitán en Zaragoza, Oaxaca.
Meu Primeiro Contato/Mi Primer Contacto
Mari Corrêa y Kumaré Txicão (Ikpeng). 2005, 56 min. Brasil. Producido por Video nas Aldeias. En Ikpeng y portugués con subtítulos en inglés.
Treinta y ocho años tras su primer contacto, el pueblo Ikpeng, con una mezcla de tristeza, humor y nostalgia, recuerda los tiempos cuando “el hombre blanco” les era desconocido. Hablan sobre los cambios que se han dado desde ese momento irreversible. Estreno en Nueva York.
Tainá-Kan, la Gran Estrella
Adriana Figueiredo. 2005, 16 min. Brasil. En portugués con subtítulos en inglés.
Animación digital basada en un relato tradicional del pueblo Karaja del Matto Grosso, que narra la historia del orígen de la agricultura y de la constelación de Las Pléiades. Estreno para Nueva York.
Iauaretê: Cascada del Jaguar
Vincent Carelli. 2006, 48 min. Brasil. Producido por Video nas Aldeias y el Instituto Nacional de Historia y Patrimonios Artísticos en Brasil. En portugués y tukano con subtítulos en inglés.
Líderes de la comunidad indígena Tariano del noroeste del Amazonas en Brasil ejercen un proyecto de revivir culturalmente sus prácticas sagradas y reconstruir su casa ceremonial luego de muchos años de la evangelización de las misiones cristianas. Estreno nacional.
Buscando el Azul/Searching for Blue
Fernando Valdivia. 2003, 45 min. Perú. En español y Bora con subtítulos en inglés. Producido por Teleandes.
El jóven pintor, Victor Churay, pinta escenas de la vida y los mitos tradicionales Bora, usando tradicionales tinturas y materiales. Con su arte y su vida, despierta en su comunidad el deseo de revitalizar su cultura. Estreno para Nueva York.
Lima ¡Wás!
Alejandro Rossi. 2004, 56 min. Peru. En Español y Huanca con subtítulos en inglés.
Jóvenes indígenas que crecieron el Lima hallan una comunidad y un sentido de vida preparándose para la competencia del hauylarsh. Esta es una competencia de baile que celebra un antiguo ritual quechua que aun se practica en las comunidades. Estreno para Nueva York.
Pa' Poder que Nos Den Tierra
Mauricio Acosta (Nasa). 2005, 22 min. Colombia. Producido por el Grupo de Video del Tejido de Comunicación y Asociación de Cabildos Indígenas del Norte del Cauca. En nasa y español con subtítulos en inglés.
En la región del Cauca, Colombia, el pueblo Nasa (Paez) ha luchado por un largo tiempo por recuperar sus tierras, con el lema “Libertad Para la Madre Tierra”. Este video documenta las recientes manifestaciones que han terminado en grandes represalias y sufrimiento para la comunidad. Estreno nacional.
Uritarimanta: Esto es Democracia para Nosotros
César Galindo. 2005, 51 min. Perú/Suecia. En quechua con subtítulos en ingles.
Documental que retrata la vida en comunidad en el pueblo quechua de Utari en las montañas de los Andes. La confianza, el trabajo y las decisiones tomadas en comunidad procuran el bien de todos. Estreno nacional.
De la Tierra a la Pantalla/From Land to Screen
Juan Francisco Salazar. 2004, 38 min. Australia/Chile. En español y Mapudungun con subtítulos en inglés.
Viaje al interior de las vidas de tres comunicadores Mapuche que a través de radio, video e Internet, combaten los medios de comunicación masiva con imágenes y los puntos de vista del pueblo Mapuche. Estreno para Nueva York.
Popol Vuh: Mito de Creación Quiché Maya
Ana María Pávez. 2006, 11 min. Chile. Producido por el Centro Cultural Palacio La Moneda de Chile. En español con subtítulos en inglés.
Con ilustraciones basadas en el arte maya, esta animación cuenta la historia de Hunahpu y Ixbalanque, quienes vencen los dioses del inframundo y se transforman en el sol y la luna. Estreno para Nueva York.
Newen/Life-Force
Jennifer Aguilera Silva/JAAS (Mapuche). 2004, 4 min. Chile. En español y Mapudungun.
La artista hip-hop JAAS hace un llamado a los ancestros para que despierten el espíritu guerrero en el pueblo Mapuche de hoy. Estreno para Nueva York.
Trudell
Heather Rae (Cherokee). 2004, 80 min. EEUU. En inglés con subtítulos en español.
Combinando trece años de material de archivo, escenas impresionistas y entrevistas, este documental narra la saga del poeta, músico, orador, activista, actor y héroe americano John Trudell, valeroso líder del Movimiento Indígena Americano durante los turbulentos años 70.
A Thousand Roads
Mil Caminos (2005, 40 min.) USDirector: Chris Eyre (Cheyenne/Arapaho)
Confrontando sus problemas del diario vivir, una joven Inupiat, un chico Navajo, una joven Mohawk, y un sanador Quechua en los paisajes épicos de Alaska, Nuevo México, Nueva York y Perú, toman fuerza de su herencia indígena para trascender los retos del presente.
Medicine Walker (Caminante de la Medicina)
Gregory Coyes (Métis). 2004, 48 min. Canadá.
El artista y educador Dale Auger emprende caminatas medicinales con ancianos de su propio pueblo, los Sagaw Cree del norte de Alberta, y de los Haida de Haida Gwaii. Estreno en Estados Unidos.
Stories from the 7th Fire: SummerHistorias del séptimo fuego: Leyenda del caribú(2002, 13 Min.) CANADÁGregory Coyes (Cree de Métis) y cardenal de Tantoo (Métis)Historias de la 7ma serie del fuego.Dos animaciones presentan una historia de cómo el buscó un nuevo nombre, y un cuento contado por la loba madre a sus crías sobre cómo el caribú aprendido sobre energía y tamaño.
Nube de lluvia
Patricia Mora , Chile 1989, 54 min.
Documental realizado en Iquique y en el altiplano de la primera región de Chile. Muestra aspectos del pueblo aymara, como el fenómeno de la urbanidad, la discriminación y su ritualidad ancestral, a través de un montaje paralelo. En términos narrativos, la película Nube de lluvia se caracteriza por un primer montaje de carácter directo, propio de un mundo urbano y secular, y un segundo montaje más evocativo, propio de un mundo sobrenatural vinculado con la ritualidad y la cultura indígena. El primero incluye entrevistas e imágenes de la ciudad, mientras el segundo incluye imágenes de naturaleza, banda sonora, y un narrador en voz indígena, subtitulada al español.

[1] Selecção oficial do Native American Film + Video Festival 2006.
[2] Europeus nascidos no Chile.