
A verdadeira revolução talvez esteja ligada ao simples movimento introspectivo de retorno aos primórdios, não um retorno genuíno, mas sim fundamentado no presente, no passado e nas experiências que estes nos transmitem. A literatura é fundamental e a coerência de principíos também, a simplicidade torna-se essencial. A busca da perfeição e do romântico advém de Byron um ocidental, contudo, por vezes a orientação acaba por ser quase oriental: a maturação do ego de Siddharta (também de mão ocidental). Não se trata de uma mengagem política ou religiosa mas sim a noção que nos trasmite o romance de Jon Krakauer,
Into the wild (1996), passado agora ao cinema por Sean Penn. Mais que tudo deve-se reter a forma como é encarrada a relação com a natureza, longe estão os tempos da relação tipo movimento hippie (em que esta é um pretexto para a "libertinagem", esta agora é pensada, ordenada e respeitada - veremos como interagem os jovens com esta nova descrição (nova na medida em que agora surge mais generalizada). Filosofias à parte recomendo o filme.