Domingo, Abril 20, 2008

Os sons de Atacama - Illapu


A música de Atacama é a música andina e a música andina, no Chile, é essencialmente Illapu. Este conjunto de Atofagasta - capital da III região do Chile, região de Atacama - foi durante muito tempo um grupo folclórico, motivo pelo qual aguentaram bastante tempo, sem problemas, no "consulado" de Pinochet; não obstante, a introdução de letras nas suas canções, essencialmete instrumentais, nos anos 80, levou-os ao exílio mexicano que duraria cerca de 5 anos - o seu regresso ocorreria com a amnistia das eleições livres de 88. D'este concerto de Viña del Mar destaca-se ainda a presença de Juan Flores actualmente nos Inti-Illimani (num dos Inti-Illimani, já que o conjunto se separou e agora actua dividido em dois, ambos com o mesmo nome), podemos vê-lo de rabo de cavalo com aquela zampoña enorme.

Quinta-feira, Abril 17, 2008

Memórias de Atacama


Atacama é um lugar actualmente inóspito e desolado, contudo este deserto foi, durante o período inca, um dos lugares mais ricos dos andes - devidos aos canais da distribuição de água que desciam dos lagos bolivianos para as ricas terras (hoje secas) do Chile. Estamos perante uma região cheia de arqueologia, misticismo, cultura e beleza natural. Atacama... um deserto no meio dos andes, obviamente um local que aconselho a visitar.

O Castelo dos incas.


Otrora no deserto havia um mar - el salar de Atacama (parque de los flamingos)


Uma aymara, mapuche... enfim uma chilenita.


Fiestas de índios


Paisagem.

Mais paisagem.


O planalto é dos lamas.

Um artista do deserto

Quarta-feira, Abril 09, 2008

Acordo ortográfico

NÃO
Lembro-me de me espantar, nos tempos os tempos em que vivi em Madrid, com a estreita relação que Espanha mantinha com os países de habla hispana. Pude verificar um florescimento do intercâmbio de ideias, de literatura e de música, não apenas num sentido único (tal como ocorre no nosso país, onde estamos sempre receptivos em relação às novidades do Brasil, enquanto que de Vera Cruz, nada é esperado de Portugal), mas sim num movimento recíproco.

Penso que da nossa parte tudo deve ser feito no sentido de incrementar no Brasil – mas também nos restantes pais da CPLP – um maior interesse pela nossa cultura e pela circulação de ideias, arte, literatura, etc., no nosso idioma comum. Não obstante, estou em crer que este acordo ortográfico não será a solução para esse incremento, pois no passado já se demonstrou infrutífero, ademais as cedências que teriam de ser feitas actualmente são demasiado gravosas para a língua. Efectivamente, entre a Espanha e os restantes países latino-americanos de mesma expressão existe um acordo, ou pelo menos, um respeito pelas normas da Academia que, apesar das expressões próprias de cada país, permite que todos sigam uma regra comum. Mas não se tentou já anteriormente tal processo para a língua portuguesa? 1911 – Falhou. 1931 – Falhou. 1945-46 – Falhou.

Observa-se por parte do Brasil ao facilitismo tal que descaracteriza a nossa expressão nativa e inclusivamente a nossa essência. Um dos nossos motivos de orgulho (um dos poucos que nos restam) é efectivamente o português, a sua complexidade vocal e gramatical que nos permite reproduzir, com uma facilidade fora do comum, outros idiomas e que faz invejas dos nossos parceiros latinos. Ora, no Brasil ocorre precisamente o oposto, de tal modo que, nos países do Cone Sul, existem piadas acerca da dificuldade que os brasileiros têm para com os idiomas, tal como nós o fazemos em relação aos espanhóis. Não sei até que ponto existe uma relação entre a simplificação do português operada no Brasil e a falta de desenvoltura na expressão de idiomas estrangeiros – deixo esta questão para os linguistas. No entanto, sinto que, no âmbito pessoal, o facto de ter aprendido, lido e falado o português de Portugal contribuiu para que, como maior facilidade, me pudesse expressar por via oral e escrita em mais três idiomas.

O Brasil como Moçambique, Angola, G. Bissau, Cabo Verde, S. Tomé e Timor, têm todo o direito de “inventar” a sua forma de falar o português. Portugal não pode impedir esse processo, pode apenas influenciar através do seu sotaque, expressões e literatura, do mesmo modo que jamais deverá ceder a pressões por parte desses países – ao fim ao cabo foi aqui que nasceu o português que diabo!

Segunda-feira, Abril 07, 2008

Descubra as diferenças


Traz outro amigo também - Zeca Afonso
Vamos por ancho camino - Víctor Jara

Sexta-feira, Abril 04, 2008

Homenagem a Victor Jara


Já que estamos numa de recordações e homenagens, não me poderia olvidar de Victor Jara, cujas músicas me trazem igualmete recordações e imagens de outros tempos.
Coloco assim esta versão interpretada por Juanita Parra (bateria, neta da conhecida Violeta Parra, más uma da peña Parra que seguiu carreira artística); Roberto Marquez (guitarra e voz, vocalista do conjunto Illapu (trovão), conjunto que quando surgiu apenas se dedicava a música andina de fortes influências aymaras - etnia dominante no grupo de Antofagasta) e por fim Alváro Hernriquez (guitarra folk dos Tres, grupo de pop rock de grande sucesso nos loucos anos 90 do Chile pós Pinochet.